Para
fazer um filme animado é preciso um grande
grupo de pessoas que trabalham em equipa e fazem
os possíveis para que todas as cenas sejam
o mais perfeitas possível. Não pode
haver diferenças entre os vários
desenhos e muitos deles têm que ser feitos
à mão, o que dá muito, mas
mesmo muito trabalho.
Sabias
que hoje em dia é possível fazer
um filme animado todo em computador, ou seja,
quase sem usar os desenhos à mão?
É o caso do Toy Story e do Shrek.
Por um lado, esses desenhos são muito
diferentes dos que estamos habituados a ver,
mas, por outro, as imagens que vemos são
mais realistas e parecem sair fora do ecrã.
Nos
estúdios Ghibli, onde se fez A Viagem
de Chihiro, sempre se usou o método
tradicional de fazer animação:
cada desenho é feito um a um.
O que significa que fazer uma cena de um ou
dois minutos pode demorar meses e necessitar
de milhares de desenhos.
Hoje
em dia, os estúdios continuam a utilizar
as técnicas tradicionais, mas usam ao
mesmo tempo as novas tecnologias digitais para
aperfeiçoar o seu trabalho.
Desta
forma, usam os melhores computadores do mercado
e os melhores programas de animação
(nomeadamente o Softimage 3D, usado pelo Ghibli
desde 1995) adaptando-os às suas necessidades.
Sabias
que a equipa de novas tecnologias que fez este
filme era formada por 150 pessoas?
Fizeram todas as imagens em papel, compuseram-nas
em computador, converteram-nas em formato digital
e fizeram a animação em 3D (3D
= três dimensões, isto é,
com "volume")!
Esta
equipa criou apenas 100 das 1400 cenas do filme,
sobretudo aquelas em que era mesmo quase impossível
desenhar à mão (movimentos de
câmara em 3D, por exemplo. São
coisas que quase não notamos, mas que
dão muito trabalho!).
Ainda
em A Viagem de Chihiro foram utilizados
45 animadores principais. Eram eles que tinham
as ideias mais básicas que depois passavam
à restante equipa. Sabias que 25 deles
não eram dos estúdios Ghibli?
Outros nem sequer eram japoneses!
As
personagens foram totalmente desenhadas de raiz.
Todos os deuses e monstros foram imaginados
pelos próprios desenhadores, uma vez
que nos contos tradicionais japoneses não
há uma descrição muito
pormenorizada deles.
Apesar
de todos os seres terem um aspecto muito estranho,
têm um ar muito natural e as expressões
dos seus rostos são tão realistas
que é mesmo possível ver quais
os seus sentimentos em determinadas cenas.